toda
mulher se faz de doida,
toda mulher... é um pouco
Leila Diniz. (Rita
Lee)
Foi um choque. Lá vinha eu com o meu passinho de
urubu malandro por uma das ruas do Centro do Rio, vol-
tando para o escritório depois de comer um sanduíche
de carne assada com molho ferrugem regado a dois
chopes, e, numa esquina, dou de cara com a manchete
em letras garrafais num jornal pendurado na grade dos
fundos da Biblioteca Nacional:
"Morreu
Leila Diniz"
"Pô!
Logo a Leila? Tá certo, todo mundo morre um dia,
mas, logo a Leila? Que graça vai ter a vida sem essa
doida?"
Fiquei
acabrunhado por uns tempos, mas acabei me dando
conta de que há coisas que não morrem.
Celso Pestana/ Rio de
Janeiro
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