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Tem Japonês no Samba
Celso Pestana
Deu no JB, de 28.02.03, na coluna da Márcia Peltier:
"Mais de 100 sambistas japoneses
circulam pelo Rio já sabendo se comunicar em português. Há 4 anos o
professor Keisuke Sakuma desenvolveu um método com ótimo resultado.
Como o sambista japa faz questão de cantar o samba-enredo da escola em
que vai desfilar, o professor usa o texto em suas aulas. O professor
Sakuma exibe com orgulho uma carteira de identidade única: junto com o
nome, data de nascimento e retrato está escrito: 'Embaixador
da Mangueira no Japão' "
Já li também qualquer coisa a respeito de um outro japa
que veio prá cá de mala e cuia, disposto a aprender a
tocar tamborim na bateria de uma grande escola. Ficou um
tempão participando dos ensaios, e, dizem, agora toca
melhor que a maioria dos brasileiros - sem dúvida, melhor
do que qualquer paulista.
No início, o japa teve, certamente, algumas
dificuldades.
Mas, deve ter sido inteligente o bastante para não tentar
discutir com o mestre de bateria, dizendo que preferia
tocar do "jeito japonês". Quem já assistiu a um ensaio de
ritmistas sabe como esses mestres são finos, bem educados,
e quantas palavras interessantes podem dizer numa situa-
ção dessas.
Trezentos homens
Batucando num só ritmo -
Nada de mente.
Celso
Pestana/ Rio de Janeiro
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